Aulas 100% presenciais na rede estadual de ensino começam na próxima segunda-feira (18)

O ano letivo continuum 2020/21 da rede estadual de ensino entra na terceira fase, na próxima segunda-feira (18), com as aulas 100% presenciais. As atividades começaram no dia 15 de março, com o ensino 100% remoto, depois foram migradas para o ensino híbrido, com aulas semipresenciais, a partir do dia 26 de julho, para o Ensino Médio, e dia 9 de agosto, para o Ensino Fundamental.


O secretário da Educação do Estado, Jerônimo Rodrigues, falou sobre a importância deste momento para toda a comunidade escolar. “A escola é um ambiente de aprendizagem, mas também de acolhimento e de afeto e a nossa rede está preparada com todos os protocolos de biossegurança para receber a comunidade escolar, nesta nova fase do ano letivo. Esta foi uma tomada de decisão criteriosa, que levou em conta a queda dos indicadores da Covid; a cobertura vacinal dos professores e da sociedade de um modo geral; e muito necessária para a motivação e aprendizagem dos nossos estudantes”, afirmou.


A rede estadual conta com cerca de 900 mil estudantes, de 1.089 unidades escolares. Como preparação para as aulas semipresenciais, as escolas estaduais passaram por investimentos voltados aos protocolos de biossegurança, da ordem de R$ 305 milhões, disponibilizados para reforma, manutenção e adequações. Novos recursos foram destinados para as escolas, no mês de agosto, visando as aulas 100% presenciais, no montante de R$ 250 milhões do Tesouro Estadual, por meio do Programa Retorno Escolar Seguro (PRES). Os recursos, transferidos para a conta da Caixa Escolar, visam a cobertura de despesas de custeio e capital até o final do ano letivo, e são voltados à manutenção física e pedagógica das unidades escolares, conforme o protocolo de biossegurança.


A SEC também investiu R$ 6,1 milhões na aquisição de fardamento escolar e distribuiu 2 milhões de máscaras nas escolas. E como parte das estratégias do Governo da Bahia para manter o vínculo dos estudantes com a escola, o Estado ampliou, até dezembro, a concessão do Programa Bolsa Presença, que disponibiliza R$ 150 por mês para famílias de estudantes em condição de vulnerabilidade socioeconômica. Com a ampliação do programa, até o mês de dezembro, 421.308 famílias serão beneficiadas, alcançando 528.213 estudantes. O investimento no Bolsa Presença, que era de R$ 280 milhões inicialmente, passou para R$ 469 milhões, com recursos próprios do Estado.
Outra iniciativa é o Programa Mais Estudo, que oferece bolsa de R$ 100 por mês, para cada estudante que presta monitoria em Língua Portuguesa, Matemática e Iniciação Científica aos colegas. Para 2021, foram ofertadas 52 mil vagas, com investimentos próprios do Estado de mais de R$ 10 milhões.

Tem ainda o Educar para Trabalhar, programa que oferta 43 cursos de qualificação profissional para estudantes e egressos da rede estadual de ensino, como forma de prepará-los para o mundo do trabalho. O Educar para Trabalhar está com inscrições abertas para 151 mil vagas, até terça-feira (19), pelo Portal da Educação (www.educacao.ba.gov.br).

Foto: Ilustrativa/Mateus Pereira/GOVBA

Estado inscreve para diversos cursos nas áreas de Produção Industrial e Produção Alimentícia

As inscrições para os 43 cursos do Programa Educar Para Trabalhar entram na reta final e seguem abertas até o dia 19 de outubro, pelo Portal da Educação (www.educacao.ba.gov.br). São ofertadas vagas em 10 eixos tecnológicos, dentre os quais está o de Produção Industrial, que oferece grandes oportunidades de inserção no mundo do trabalho. São eles: Operador de Processos Químicos Industriais e Operador em Petróleo e Gás.
Outra área bastante procurada é a de Controle e Processos Industriais, que oferece vagas para o curso de Desenhista Mecânico. Já o eixo de Produção Alimentícia tem vagas para os cursos de Operador de Processamento de Frutas e Hortaliças; Operador de Processamento de Grãos e Cereais; e Padeiro.
Os cursos terão duração média de três a cinco meses e serão ministrados em parceria com o Sistema S, composto pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (SENAC), Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) e Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR), com direito à certificação. O objetivo é promover a qualificação profissional dos estudantes e egressos da rede estadual de ensino, oferendo oportunidades de aprendizagens e maiores condições de inserção no mundo do trabalho, conforme as demandas dos setores produtivos dos Territórios de Identidade da Bahia.
Durante o ano de 2021, o Educar para Trabalhar ofertou 200 mil vagas. Nesta nova etapa, cujas ofertas são para 151.179 vagas, além de Informação e Comunicação, envolve mais nove eixos tecnológicos na modalidade Educação à Distância (EAD), de Formação Inicial e Continuada (FIC). A lista de eixos e cursos ofertados estão disponíveis no Portal da Educação e nas redes sociais da Educação Bahia.
Podem se inscrever estudantes regularmente matriculados no Ensino Médio ou da Educação Profissional Técnica de Nível Médio da rede pública estadual de ensino no ano letivo de 2020/2021 e egressos dos cursos técnicos de nível médio da rede estadual de ensino que tenham concluído os estudos no período de 2016 a 2020.
No dia 20 de outubro será realizado o sorteio eletrônico e as matrículas ocorrerão de 24 de outubro a 7 de novembro. As aulas serão iniciadas no dia 8 de novembro para a primeira entrada e no dia 7 de fevereiro de 2022 para a segunda entrada.

Foto: Ilustrativa/ Josenildo Almeida – ASCOM/SECBA

Heróis dos quadrinhos despertaram o olhar do menino sonhador que se realiza como professor

O cheiro da graxa se misturava com os sons de peças automotivas que se encaixavam em  busca de um conserto perfeito. Na oficina, os olhos do mecânico Gerson brilhavam ao ver o filho Edielson Brito do Carmo rabiscando com um leve graveto o seu nome, letra por letra, grafada no chão de barro vermelho. A escrita do menino encantava o pai, que sabia desde sempre que o destino da sua cria estava longe da mecânica e seu caminho seria aprender e ensinar.

Na infância, as aulas e livros didáticos tradicionais não encantavam Edielson, que encontrou na linguagem dos quadrinhos os primeiros heróis e narrativas. Através de histórias do X-Men, Homem Aranha, Capitão América, Batman, da Tropa Alfa e Liga da Justiça, o menino nascido em Ruy Barbosa, porém criado sob o sol de Itaberaba, desenvolveu o hábito pela leitura e logo se encantou pelos livros.

“Não gostava de estudar, acredita? Com o tempo, isso mudou. Através dos quadrinhos, mergulhei no universo criativo e descobri muito sobre a vida. Os enredos bem elaborados não ficavam somente na luta maniqueísta entre o bem e o mal. Assuntos sérios eram tratados. Existencialismo, finitude, filosofia e mitologias eram assuntos recorrentes. Aprendi muito, foi uma verdadeira formação de caráter. Gostava de ler, passava um tempo procurando meios de comprar revistinhas e, de repente, já estava lendo livros clássicos”.

Com o tempo, o menino começou a perceber uma afinidade com Português e História e já no Ensino Médio viu seu horizonte ser ampliado. “Tinha facilidade de guardar na memória os assuntos, fruto dessa relação de leitura dos quadrinhos. Então, pensei em fazer faculdade. Alguns professores tiveram um papel importante, mas meu irmão mais velho era uma referência. Jodelson passou no vestibular e trazia livros da faculdade. Foi aí que comecei a ler Paulo Freire com o livro “Pedagogia do Oprimido”, depois “O mundo de Sofia”, de Jostein Gaarder. Fui tragado pelas leituras e percebi que amava transitar no mundo da literatura”.

Ao terminar o Ensino Médio, tentou o vestibular na Universidades do Estado da Bahia (UNEB) para História e foi aprovado. Na época, trabalhava à noite em um hotel, como recepcionista, e estudava à tarde. Entre um cliente e outro, seu olhar se debruçava na recepção e buscava o conhecimento acadêmico. Casado e com um filho pequeno, Edielson vivenciava um ambiente de trabalho permeado com a história de clientes que por ali passavam e davam ao filho do mecânico Gerson mais um desafio: encontrar tempo para estudar e concluir seu curso. Ele recorda que o trabalho de conclusão de curso foi desenvolvido nas noites mal dormidas no hotel, onde os livros se misturavam com as fichas dos clientes.

“A academia me deixou apaixonado. Até então, o conhecimento era o verdadeiro atrativo. Mas, após o estágio e os primeiros contatos com as salas de aula e alunos, as coisas começaram a fazer sentido. Sentia que podia colocar em prática aquilo que estava conhecendo na teoria e foi ali que nasceu essa relação de troca com os estudantes, da qual tenho orgulho. A vontade de ensinar e transformar vidas me dava energia para continuar”.

Na sala de aula, o menino que aprendeu a estudar nos quadrinhos descobriu que, assim como os heróis da sua infância, ele também tinha uma missão: formar cidadãos críticos. “Sinto como se fosse o Morfeu do filme Matrix e ofereço aos meus estudantes a opção de escolher entre a pílula azul ou a vermelha. Nem sempre eles escolhem refletir e observar o cotidiano com outros olhos, mas quando isso acontece sinto que meu esforço vale a pena. Às vezes, a mudança é sutil, alguns me procuram e pedem indicações de livros, querem debater sobre um tema e percebo que despertam o interesse para os estudos e um olhar para o mundo diferenciado . Isso, sim, me faz feliz”.

Há quatro anos como professor de História do Estado, Edielson trabalha no Centro Territorial de Educação Profissional (CETEP) –  Piemonte do Paraguaçu I, colégio onde caminhou como estudante. “Certa vez, um professor me disse que o conhecimento não era para ficar guardado, que precisávamos passar a frente também como forma de retribuição social. Ao olhar para os alunos, em que cada um possui uma realidade marcada por injustiças, falta de projetos e, às vezes, até a ausência de sonhos, sinto na pele que o meu maior propósito é contribuir para a formação do sujeito senhor de sua fala, pensando por si mesmo, sem que seja facilmente manipulado. Quero contribuir para que esse aluno possa ter o direito de escolher o seu futuro, dentro das motivações e habilidades. Isso me faz um professor”.

Texto: Pedro MoraesFoto: Divulgação

Programa de Atenção à Saúde e Valorização do Professor promove encontros sobre Outubro Rosa e autocuidado

 Secretaria da Educação do Estado da Bahia (SEC) está realizando uma série de ações referentes ao Outubro Rosa e ao mês do servidor, com o objetivo de conscientizar sobre os cuidados contra o câncer de mama e para promover iniciativas de valorização e bem-estar dos servidores. Nesta quinta-feira (14), as oficinas virtuais e os encontros presenciais debateram a saúde física e mental, dando destaque aos cuidados com o corpo, a alimentação, a voz e as questões psicológicas com a participação de profissionais da Educação dos Núcleos Territoriais de Educação (NTE) de Eunápolis, Jequié, Caetité, Salvador, Amargosa, Santo Antônio de Jesus e Vitória da Conquista.

Segundo a superintendente de Recursos Humanos da SEC, Rosário Muricy, o Programa de Atenção a Saúde e Valorização do Professor vem promovendo um espaço proveitoso para discutir a prevenção do câncer de mama e assuntos que se referem à promoção da saúde física e mental. “O programa possui uma equipe multidisciplinar e produziu uma programação para ser desenvolvida em parceria com os NTE. As ações destacam a importância de abrir um espaço que oportuniza um encontro para falar de saúde e receber orientações de profissionais para incentivar o autocuidado. Além disso, também estamos homenageando o Dia do Professor e o Dia do Servidor Público”.  

Para a professora de Língua Portuguesa, Cristine Conceição, que atua no Colégio Estadual Cosme de Farias, em Salvador, as ações ajudam a lidar com o cotidiano, trazendo mais possibilidades para conquistar leveza e equilíbrio. “Aqui na unidade tivemos ações de acolhimento, suporte terapêutico e oficinas de autoconhecimento. Estou vendo o momento como um benefício que oferece um suporte para professores e demais servidores e que pode ser estendido para os alunos. É muito importante termos esse apoio e acolhimento”.

De acordo com Laércio Miranda, diretor do Colégio Estadual Jorge Amado, no município de Guajeru, a experiência mostra o comprometimento e acolhimento com os servidores. “São ações que promovem uma outra perspectiva de cuidado com o corpo e proporcionam melhorias para as atividades laborais. Dentre os assuntos abordados hoje, destacamos o cuidado com o corpo e a postura física, que gera um maior desempenho profissional e qualidade de vida”.

As atividades continuam na próxima terça (19), com a palestra on-line do Colégio Estadual de Piripá, sobre “Benefícios da atividade física para a saúde mental”. Na quarta (20), em Jequié, será transmitida a oficina “Autogestão emocional para o gerenciamento do tempo”. Já na quinta (21), o mesmo tema volta ao centro das discussões, porém com os professores de Ubatã. No sábado (23), o “Protagonismo emocional” será o tema de debate para o público do Colégio Estadual Professora Maria Leal Lopes, em Nova Ibiá.

SEC realiza “Dia D” de mobilização para inscrições nos cursos do Programa Educar para Trabalhar, nesta quinta (14)

A Secretaria da Educação do Estado (SEC) realiza, nesta quinta-feira (14), o “Dia D” de mobilização da rede estadual para as inscrições da nova etapa do Programa Educar para Trabalhar. As atividades vão contar com um webinar que será transmitido através do YouTube a partir das 9h, no endereço https://youtu.be/qh7HPTuQgA8, com a participação intersetorial de convidados das diversas áreas da SEC e de parceiros ofertantes. A iniciativa vai contar, também, com equipes de atendimento em regime de plantão em 27 salas do Google Meet, das 9h até às 19h, para ajudar os estudantes de cada Território de Identidade que estejam com dúvidas ao realizar a inscrição, que segue até a próxima terça-feira (19).


>> Faça sua inscrição no endereço www.educacao.ba.gov.br/educarparatrabalhar


São 151 mil vagas ofertadas para 43 cursos em 10 eixos tecnológicos, ministrados em parceria com o Sistema S, composto pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (SENAC), Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) e Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR). O superintendente da Educação Profissional e Tecnológica do Estado, Ezequiel Westphal, falou sobre a importância do programa para o futuro dos estudantes. “A nova edição do Educar para Trabalhar ocorre em um momento muito significativo na rede. Os estudantes estão envolvidos com vários projetos de aprendizagem e os cursos ofertados possibilitam aos estudantes e às suas famílias perceberem novas oportunidades de qualificação que estão sendo proporcionadas pela escola”, afirmou.

Sobre os cursos – Os cursos terão duração média de três a cinco meses e a previsão é que as vagas sejam preenchidas em 2.656 turmas, com diversos cursos, dentre os quais os de Administrador de Banco de Dados; Agente Cultural; Agente de Gestão de Resíduos Sólidos; Agente de Informações Turísticas; Almoxarife de Obras; Assistente de Logística; Assistente Financeiro; Cerimonialista; Desenvolvedor de Jogos Eletrônicos; Organizador de Eventos e Produtor Cultural.

O Programa Educar para Trabalhar integra as políticas públicas de assistência estudantil do Governo da Bahia, no âmbito do Programa Estado Solidário. O objetivo é promover a qualificação profissional dos estudantes, oferecendo oportunidades de aprendizagens e maiores condições de inserção no mundo do trabalho, conforme as demandas dos setores produtivos dos Territórios de Identidade da Bahia.


Confira a programação da Webinar:


• das 9h às 10h – Coordenação de Educação do Campo• das 10h às 11h – Coordenação de Educação Quilombola• das 1h  às 12h – Coordenação de Educação Indígena• das 13h às 14h – Coordenação de Educação de Jovens e Adultos• das 14h às 15h – Coordenação de Educação Especial• das 15h às 16h – Coordenação de Educação Integral• das 16h às 17h – Coordenação de Educação Ambiental• das 17h às 18h – Geral (NTEs)• das 18h às 19h – Parceiros (SISTEMA S)

Para a professora Dilcléia ensinar é valorizar saberes e despertar o interesse pela inovação, ciência e pesquisa

Trabalhar com uma proposta pedagógica que valorize os saberes do estudante e seu ambiente sociocultural é a maior motivação profissional da professora de Física, Dilcléia Santana Oliveira Soares Silva. Nas suas turmas do Ensino Médio com Intermediação Tecnológica (EMITEC), a docente com experiência de 23 anos de magistério – dos quais 18 atuando na rede estadual de ensino – alimenta o desafio diário de despertar no aluno o interesse pelo aprendizado através da pesquisa.

“Ser educadora é incentivar os nossos alunos a buscarem constantemente o conhecimento por meio de experimentos inovadores aos quais são desafiados. Ser professora do EMITEC é um prazer ainda mais desafiador, porque é buscar a inovação constante a partir de uma estratégia tecnológica que propicie ao aluno de localidades rurais e de áreas de difícil acesso cursar o Ensino Médio. Incluímos aí comunidades quilombolas, indígenas e outros agrupamentos rurais”, resume Dilcléia.

Programa desenvolvido pela Secretaria da Educação do Estado (SEC) para garantir o Ensino Médio a estudantes que moram em áreas remotas da Bahia, através do uso de uma rede de serviços de comunicação multimídia que integra dados, voz e imagem, o EMITEC ganha cada vez mais espaço na prática pedagógica de Dilcléia. “As pesquisas despertam nos estudantes o interesse por temáticas diversas e as tecnologias educacionais funcionam como um fator motivador para eles”, justifica.

Como professora de Física, Dilcléia costuma dizer que os principais desafios estão relacionados à compreensão e à valorização da Ciência. “Nossa tarefa é buscar a participação do estudante na construção do aprendizado, articulando o conhecimento formal com os seus saberes, relacionando os fenômenos físicos com os fatos do dia a dia”, considera a educadora nascida, em Salvador, de pais que estudaram somente até o Ensino Fundamental II e foram seus primeiros incentivadores a abraçar a Educação como uma oportunidade que os próprios não tiveram.

E assim, determinada, ela vislumbrou na Educação a sua trajetória profissional. Depois de cursar o Ensino Médio na antiga Escola Técnica Federal da Bahia, decidiu fazer Licenciatura em Matemática, na Universidade Federal da Bahia (UFBA). Ao mesmo tempo, a paixão e curiosidade pela Física a levaram ao Mestrado Nacional Profissional do Ensino de Física (MNPEF), do qual é mestranda.

No mês em que se comemora o Dia do Professor (15 de outubro), a professora Dilcléia faz um balanço positivo da sua trajetória. “Apesar das dificuldades inerentes à qualquer profissão, tive e tenho vitórias, por exemplo, cada vez que recebo um agradecimento de um ou mais alunos ao final da aula. Fico sempre emocionada, porque isso quer dizer que toquei, motivei alguém. Contabilizo vitórias também quando o estudante se emociona com a realização de um experimento e percebe fenômenos relacionados ao seu cotidiano”, comemora.

Reportagem: Claudia Lessa – ASCOM SEC

Foto: Divulgação


Programa Bolsa Presença terá investimento de quase meio bilhão de reais e mais de 421 mil famílias serão beneficiadas

O Governo da Bahia já disponibilizou o sexto crédito do Programa Bolsa Presença, que destina R$ 150 por mês para as famílias dos estudantes da rede estadual de ensino cadastradas no CadÚnico e em condições de vulnerabilidade socioeconômica. Com a ampliação do programa até o mês de dezembro, 421.308 famílias serão beneficiadas, alcançando 528.213 estudantes. O investimento no Bolsa Presença, que era de R$ 280 milhões inicialmente, passou para R$ 469 milhões com recursos próprios do Estado.
“O Bolsa Presença faz parte do Programa Estado Solidário e é uma das políticas de assistência estudantil que têm contribuído para ajudar as famílias e possibilitar que os seus filhos e filhas permaneçam na escola. E é com este objetivo que o programa foi ampliado até dezembro”, afirmou o secretário da Educação do Estado, Jerônimo Rodrigues, ao lembrar que os recursos também movimentam a economia em todos os municípios do Estado.
Com a pandemia, a manicure de Juazeiro, Cássia Daniele de Almeida dos Santos, teve uma queda considerável em sua renda mensal. Dos três filhos, dois estudam no Colégio Estadual Lomanto Júnior e um no Helena Celestino. Ao receber os benefícios, Cássia já tem em mente o que comprar: feijão, arroz, alguma carne, materiais de higiene pessoal e limpeza doméstica. “Estamos morando de favor em uma casa que foi do meu pai, a situação está bem difícil, o que vem salvando a gente é este benefício. Todo mês tem sido uma luta para nos mantermos. Estou grata porque, se não fosse por isso, a situação estaria ainda mais complicada”, relatou a manicure.
A estudante Loane Mascarenhas Santos de Oliveira, 17 anos, estuda no Colégio Estadual Dalva Matos, em Salvador, e afirma que o benefício tem sido importante para a sua família. “Moro com mais cinco pessoas e nenhum de nós está com trabalho fixo. O Bolsa Presença ajuda nas despesas de casa. Sempre que recebemos o valor, vamos ao mercado comprar os produtos básicos de higiene e alimentação”.
A concessão do benefício está vinculada à assiduidade nas aulas ministradas pela unidade escolar em que o aluno esteja matriculado; à participação obrigatória dos estudantes nas avaliações de aprendizagem promovidas pela unidade escolar, visando orientar o acompanhamento pedagógico; e à manutenção dos dados cadastrais atualizados na unidade escolar e de sua família no CadÚnico.
O programa tem o objetivo de estimular a permanência no processo de aprendizagem escolar dos estudantes da rede estadual, considerando as especificidades da educação contextualizada e inclusiva. O governo do Estado ampliou a vigência e a concessão do Programa Bolsa Presença com a implantação da segunda etapa, de acordo com a Portaria nº 1.522/2021, publicada pela Secretaria da Educação do Estado (SEC), no dia 30 de setembro, no Diário Oficial. A portaria estabelece que a segunda edição do programa terá a duração de três meses, com início em outubro e término em dezembro de 2021.

Fotos: Divulgação

Professora da EJA valoriza as histórias de vida de cada estudante no seu exercício do magistério

Em casa, com o senhor Francisco Pires Barbosa, seu pai, que tinha no salário de servente de cafezinho o sustento da família, Eriene Nunes Barbosa aprendeu a ler e a escrever. Com a mãe, dona Maria Augusta Nunes Barbosa, cabeleireira, recebeu o incentivo para ingressar no curso de Letras, “para ser professora”. Apesar da pouca escolaridade, seus pais tinham na educação o pilar da construção de um futuro com mais possibilidades sociais e financeiras. Enquanto se preparava, Eriene teve contato com a obra do educador Paulo Freire, com a qual aprendeu a importância de conhecer as histórias de vida e os saberes dos estudantes no exercício do magistério. Mais tarde, ao assumir a Educação de Jovens e Adultos (EJA), a educadora consolidou a importância do magistério na sua vida. 

Nesse meio familiar de valorização à educação, cuja regra básica era frequentar a escola, juntamente com os seis irmãos, a professora conta que sua trajetória é sempre reportada aos seus alunos de Língua Inglesa da EJA, no Colégio Estadual da Bahia (Central) com o exemplo de perseverança para conquistar sonhos. E dentro da vocação educacional, Eriene mostra que educar vai além do ensinar e do ouvir. O maior desafio, considera, é acolher e elevar a autoestima dos estudantes para que continuem seu percurso escolar.

“Tem alunos da EJA que se consideram incapazes de alcançar um nível educacional para além do que estão, por conta das dificuldades de quem trabalha o dia todo para o sustento da família e, à noite, reserva tempo para a dedicação à escola. Mas busco desconstruir cotidianamente essa ideia através da minha história acadêmica e de vida, tendo que estudar à noite, no curso técnico em Contabilidade que fiz o Ensino Médio no turno noturno, porque também precisava trabalhar”, conta Eriene.

Como fez curso técnico em Contabilidade no Ensino Médio, à noite, e trabalhava durante o dia, Eriene achava que suas chances de ingressar em uma universidade eram mínimas. “Mas acatei a sugestão da minha mãe e me inscrevi para fazer o vestibular de Letras, contando com as aulas do Telecurso Segundo Grau, nas primeiras horas da manhã”, lembra a educadora, que morava com os pais, no município de Cruz das Almas, e foi aprovada na Universidade Federal da Bahia (UFBA), em Salvador, única instituição de Ensino Superior, na época, que auxiliava estudantes carentes do interior, concedendo moradia e alimentação.

“A minha estadia na Residência Universitária e no curso de Letras foram preponderantes para eu continuar desejando ser uma professora, pois os colegas de quarto e os professores do curso foram grandes incentivadores”, revela. Ela conta, também, que o fato de ter iniciado a carreira de professora, em 1997, ensinando Língua Portuguesa para estrangeiros, acabou despertando o gosto pelo ensino da Língua Inglesa para alunos da escola pública. “Foi quando me candidatei ao concurso do Estado, em 2000, para ensinar esta disciplina”.

Tempos depois, ao surgir a oportunidade de ensinar em turmas da Educação para Jovens de Adultos, em 2014, Eriene conta que, embora não tivesse experiência com o público-alvo da modalidade, vislumbrou ali um canal importante para o estímulo ao direito de aprender, com permanência e continuidade dos estudos ao longo da vida. “E foi com os estudantes da EJA que tive a certeza de que educação tem a ver com saber ouvir histórias para fazer o planejamento dos conteúdos das aulas de forma que valorize as experiências de vida daqueles estudantes”.


Reportagem: Claudia Lessa/ASCOM SEC


Reportagem: Claudia Lessa/ASCOM SEC

Ano letivo da rede estadual migrará para aulas 100% presenciais no dia 18 de outubro

A partir do dia 18 de outubro, as escolas da rede estadual de ensino da Bahia passarão para a terceira fase do ano letivo continuum 2020/21, com as aulas 100% presenciais. O anúncio foi feito pelo governador Rui Costa, nesta sexta-feira (8), durante agenda no município de Floresta Azul, no sul baiano.
“As escolas estão no modelo híbrido, mas na segunda-feira, dia 18, voltaremos com as aulas 100% presenciais. Até lá, temos mais uma semana para finalizar a preparação e organização para esse retorno”, explicou Rui.
O ano letivo continuum 2020/21 na rede estadual de ensino começou no dia 15 de março e migrou para o híbrido, com aulas semipresenciais, no dia 26 de julho para o Ensino Médio e no dia 9 de agosto para o Ensino Fundamental. Como preparação para as aulas semipresenciais, as escolas da rede estadual passaram por adequações dos protocolos de biossegurança, com investimentos da ordem de R$ 305 milhões, disponibilizados para reforma, manutenção e adequações.
O secretário da Educação do Estado, Jerônimo Rodrigues, destacou que novos recursos foram destinados para as escolas, no mês de agosto, visando as aulas 100% presenciais. “Foram destinados R$ 250 milhões, do Tesouro Estadual,  para as escolas pelo Programa Retorno Escolar Seguro (PRES). Os recursos transferidos para a conta da Caixa Escolar visam a cobertura de despesas de custeio e capital até o final do ano letivo, voltados à manutenção física e pedagógica das unidades escolares, conforme o protocolo de biossegurança”, afirmou.
A SEC também investiu R$ 6,1 milhões na aquisição de fardamento escolar e distribuiu 2 milhões de máscaras, via doação da Secretaria de Planejamento (SEPLAN), para a distribuição nas escolas.
De acordo com a secretária da Saúde da Bahia, Tereza Paim, dentre os parâmetros essenciais para o retorno das atividades letivas no modelo presencial, analisa-se o avanço da vacinação e as taxas de mortalidade, incidência e ocupação de leitos de UTI exclusivos para o tratamento da Covid-19. “Neste cenário, a Bahia já vacinou mais de 10 milhões de pessoas com a primeira dose ou dose única, perfazendo mais de 80% da população com 12 anos ou mais, que está estimada em 12,7 milhões. Também temos a segunda menor taxa de mortalidade do Brasil e a sexta menor incidência, com taxas de ocupação de leitos de UTI abaixo de 30% de modo sustentado”, avalia Paim.
Nova rotina – Toda a comunidade escolar também se adaptou à nova rotina de atividades letivas, que acontecem de segunda a sábado. Ao entrar na escola, os estudantes em uso obrigatório de máscaras, já têm suas temperaturas aferidas por um funcionário da unidade. Eles também são direcionados para fazer a higienização das mãos, em pias disponíveis nos colégios, ou por meio dos dispensers de álcool em gel 70%, instalados em locais estratégicos e de fácil acesso.
O ano letivo continuum 2020/21 na rede estadual de ensino segue até o dia 28 de dezembro.

Foto: Ilustrativa

Estado destina R$ 124 milhões para construção de mais 11 escolas em Tempo Integral

O governo do Estado destinou mais R$ 124.355.649,26 para a construção de mais 11 novas escolas de Tempo Integral na Bahia, conforme publicações no Diário Oficial do Estado, nesta sexta-feira (8). Os recursos também serão empregados na modernização de escolas existentes. Este montante faz parte dos mais de R$ 2 bilhões que estão sendo investidos pelo Estado na requalificação da rede física escolar e envolve a instalação de novos equipamentos, como laboratórios, bibliotecas, quadras de esportes cobertas e campo society, além da construção dos Complexos Poliesportivos Educacionais, para fortalecer as aprendizagens no contexto da Educação em Tempo Integral.  

Dos valores publicados no DOE, R$ 47.580.340,52 são para a construção de três unidades escolares de Tempo Integral nos municípios de Porto Seguro e Barra do Choça. Outros R$ 53.254.373,39 serão para a construção de novas unidades escolares em sete municípios. Ainda no DO consta o investimento de  R$ 20.865.935,35 para a construção de nova escola em Nilo Peçanha e ampliação com modernização da infraestrutura das unidades escolares nos municípios de Gandu, Ibirataia, Ipiaú, Ituberá e Presidente Tancredo Neves. Também haverá um investimento de R$ 2.655.000 para elaboração de projetos básicos e executivos que servirão de base técnica na execução de obras de novas unidades escolares, manutenção, ampliação e modernização de escolas.

A Secretaria da Educação do Estado (SEC) também publicou um aviso de licitação para a contratação de empresa especializada para a execução da obra de modernização das unidades escolares localizadas no município de Jequié.

A construção de escolas de Educação em Tempo Integral também faz parte da política de expansão da oferta desta modalidade na rede estadual de ensino, por meio do Programa Baiano de Educação Integral Anísio Teixeira. A iniciativa tem o objetivo de elevar os níveis de aprendizagem, através da ampliação da jornada escolar dos estudante ; e fortalecer o desenvolvimento humano e social dos estudantes, por meio de ações que propiciem a diversificação do universo de experiências educativas articuladas com as áreas do conhecimento; além de contribuir para a melhoria dos indicadores de qualidade das unidades escolares com tempo estendido.

A Secretaria da Educação do Estado iniciou a implantação da Educação Integral em 2014 e a meta é atender a mais de 25% da rede com esse modelo de oferta até 2026, garantindo à juventude uma série de oportunidades que envolvem esporte, educação científica, artes e cultura.

Foto: Manu Dias/GOVBA